{"id":3341,"date":"2010-06-17T12:00:00","date_gmt":"2010-06-17T12:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.uclg-digitalcities.org\/?p=3341"},"modified":"2015-07-09T14:21:50","modified_gmt":"2015-07-09T14:21:50","slug":"cidades-digitais-um-mercado-promissor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/cidades-digitais-um-mercado-promissor\/","title":{"rendered":"Cidades digitais, um mercado promissor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Aos poucos, v&aacute;rios prefeitos est&atilde;o se interessando em usar a TI para melhorar a gest&atilde;o de munic&iacute;pios e a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &agrave; popula&ccedil;&atilde;o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o tem um novo papel a cumprir no mundo. Ap&oacute;s impulsionar o trabalho de cientistas, renovar os neg&oacute;cios de empresas e, recentemente, mostrar seu valor social e colaborativo, &eacute; hora de ajudar as cidades ao redor do mundo a entrarem no novo s&eacute;culo, de uma forma moderna e conectada. Estamos ainda vivendo o embri&atilde;o desse movimento que conta com boas perspectivas, mas h&aacute; quem o imagine como uma renova&ccedil;&atilde;o sem precedentes da gest&atilde;o p&uacute;blica, com a consolida&ccedil;&atilde;o de todas as teorias sobre sociedade da informa&ccedil;&atilde;o e at&eacute; mesmo um novo aquecimento de mercado compar&aacute;vel ao Bug do ano 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse fen&ocirc;meno &#8211; e mesmo sua defini&ccedil;&atilde;o de espectro &#8211; ainda est&aacute; indefinido. O termo mais usado &eacute; cidades digitais. Mas, h&aacute; quem utilize cidades inteligentes e e-cities. A diferen&ccedil;a est&aacute; no tamanho da revolu&ccedil;&atilde;o que a tecnologia proporciona e na abrang&ecirc;ncia da estrat&eacute;gia do gestor p&uacute;blico. Essencialmente, trata-se de uma comunidade capaz de se relacionar por meio de infraestrutura de banda larga confi&aacute;vel, com servi&ccedil;os inovadores aos cidad&atilde;os, que consegue equalizar desenvolvimento com educa&ccedil;&atilde;o e ainda tem agilidade para se modernizar ainda mais. Ou seja, estamos falando de uma &oacute;tima cidade para se viver nesses tempos de celulares, Internet e comunica&ccedil;&atilde;o digitalizada.<br \/>No Brasil, o movimento de cidades digitais &eacute; consistente, embora n&atilde;o se saiba quantos dos 5.564 munic&iacute;pios brasileiros podem ser enquadrados nessa nova onda. Existem entre 50 e 60 casos conhecidos. Acredita-se que existam ainda mais regi&otilde;es capazes de entrar nessa lista. H&aacute; muitas prefeituras que se entusiasmaram com o conceito e est&atilde;o procurando empresas que possam ajud&aacute;-las a entrar nesse novo mundo conectado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estamos com 30 projetos de cidades do Piau&iacute; que querem se tornar digitais&#8221;, aponta o diretor t&eacute;cnico da Safetway, uma revenda Motorola situada em Teresina, Reginaldo Marreiros. A maioria deve vingar nos pr&oacute;ximos meses. Os prefeitos ficaram interessados depois que Parna&iacute;ba, situado no litoral do Estado e com 150 mil habitantes, implementou o programa de cidade digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O munic&iacute;pio &eacute; o segundo mais populoso do Estado e, historicamente, tem a economia dependente da extra&ccedil;&atilde;o de recursos naturais e de algumas ind&uacute;strias de alimentos e perfumaria. Contudo, as belas paisagens t&ecirc;m elevado o interesse tur&iacute;stico na regi&atilde;o, e a presen&ccedil;a de uma universidade estadual, uma federal e v&aacute;rias faculdades tem transformado a cidade em p&oacute;lo educacional. Assim, com a economia em transforma&ccedil;&atilde;o, o munic&iacute;pio precisou se modernizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro passo da digitaliza&ccedil;&atilde;o de Parna&iacute;ba foi a implementa&ccedil;&atilde;o de uma infraestrutura de banda larga wireless para interligar os pr&eacute;dios p&uacute;blicos, servi&ccedil;os de atendimento e sistemas de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a. Ap&oacute;s a finaliza&ccedil;&atilde;o desse processo, mais de 100 escolas receberam conex&atilde;o &agrave; internet, para uso dos alunos em sala de aula e tamb&eacute;m para o aperfei&ccedil;oamento dos professores e a melhora na troca de dados entre os &oacute;rg&atilde;os educacionais. &#8220;Tivemos de montar uma estrutura sem fio porque n&atilde;o havia banda larga cabeada confi&aacute;vel, o &uacute;nico servi&ccedil;o existente fornecia apenas 300Kbps&#8221;, explica Marreiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto foi realizado com plataforma de banda larga sem fio da Motorola, que criou um backbone de internet em uma &aacute;rea de 16 quil&ocirc;metros em torno de uma torre central. A conex&atilde;o foi posteriormente expandida com uma rede WLAN (Wireless Local Area Network), que utiliza portas de acesso e switches sem fio distribu&iacute;dos por sete pontos remotos. Com isso, o acesso ficou garantido para a popula&ccedil;&atilde;o e turistas em v&aacute;rios pontos, como o Aeroporto Internacional Jo&atilde;o Silva Filho, Terminal Rodovi&aacute;rio Interestadual, Pra&ccedil;a de Eventos, Universidades Federal e Estadual do Piau&iacute;, Centro Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica (Cefet) e Porto das Barcas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda fase prev&ecirc; a instala&ccedil;&atilde;o de c&acirc;meras de vigil&acirc;ncia que transmitir&atilde;o as imagens para uma central da Guarda Civil Municipal. Al&eacute;m disso, est&aacute; prevista a conex&atilde;o de todo o sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de &agrave; rede, o que favorecer&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o no agendamento de consultas e no levantamento de hist&oacute;rico cl&iacute;nico dos pacientes. O projeto tamb&eacute;m prev&ecirc; o desenvolvimento de bibliotecas virtuais nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino, al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de telecentros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiros passos no mundo digital<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral, esse tem sido o caminho adotado por prefeituras que querem se tornar cidades digitais. &#8220;Antes de tudo, elas querem uma banda larga confi&aacute;vel para interligar as entidades operacionais p&uacute;blicas e melhorar a troca de informa&ccedil;&otilde;es e a gest&atilde;o&#8221;, destaca o gerente da &aacute;rea de Governo e Empresas da Motorola, Joeval Martins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, ganham prioridade os planos de inclus&atilde;o digital e melhoria do sistema educacional. Em uma terceira etapa, come&ccedil;am a surgir novos servi&ccedil;os &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Tudo isso dentro de um ambiente digital. &#8220;Com o tempo, os prefeitos entendem que a rede &eacute; apenas um meio e come&ccedil;am a inovar&#8221;, diz Martins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto de Parna&iacute;ba foi inspirado pelo pioneirismo de Maca&eacute; (RJ), considerada por muitos a cidade mais digitalizada do Brasil. Neste munic&iacute;pio carioca, que tem se desenvolvido devido &agrave; ind&uacute;stria do petr&oacute;leo e possui cerca de 200 mil habitantes, o caminho da moderniza&ccedil;&atilde;o digital come&ccedil;ou com a interliga&ccedil;&atilde;o de 27 pr&eacute;dios da municipalidade por meio de uma rede sem fio WiMesh.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A amplia&ccedil;&atilde;o do projeto alcan&ccedil;ou os postos e a Secretaria de Sa&uacute;de, bem como cinco pra&ccedil;as da regi&atilde;o e distritos vizinhos. A rede sem fio de alta velocidade gerou inova&ccedil;&otilde;es impens&aacute;veis anteriormente. O munic&iacute;pio conta atualmente com uma esp&eacute;cie de telemedicina no sistema de sa&uacute;de. &#8220;Por meio de um celular com c&acirc;mera, um agente de sa&uacute;de pode mandar uma imagem de um paciente para que um m&eacute;dico avalie a situa&ccedil;&atilde;o remotamente&#8221;, explica o diretor da revenda Jevin, Guilherme Cunha, que implementou o projeto na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos &uacute;ltimos meses, Maca&eacute; tem implantado o Of&iacute;cio Digital. O software desenvolvido pela Secretaria de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia &eacute; utilizado por 395 usu&aacute;rios espalhados por 146 unidades administrativas. O sistema auxilia na cria&ccedil;&atilde;o e no envio de documentos oficiais, al&eacute;m de facilitar a recupera&ccedil;&atilde;o desses dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, as cidades digitais podem chegar ainda mais longe. Em Cingapura, um sistema inteligente de previs&atilde;o de tr&aacute;fego &eacute; utilizado para priorizar o uso de transporte coletivo e melhorar o tr&acirc;nsito em hor&aacute;rios de pico. Sensores e c&acirc;meras se comunicam com um software que controla a abertura de sem&aacute;foros e facilita a passagem das vias que possuem mais &ocirc;nibus e est&atilde;o mais carregadas. Os cidad&atilde;os contam ainda com um bilhete que permite utilizar estacionamentos, trens, &ocirc;nibus e taxis. Os dados s&atilde;o gerenciados pelo governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Malta, um pequeno arquip&eacute;lago no Mediterr&acirc;neo, sensores e softwares ajudam o governo a economizar energia. O pa&iacute;s possui diversas fontes energ&eacute;ticas e, de acordo com a demanda, o sistema direciona o consumo para que a prioridade seja dada para as alternativas mais limpas e sustent&aacute;veis. A tecnologia tamb&eacute;m evita apag&otilde;es, usando a intelig&ecirc;ncia digital para evitar cortes repentinos por excesso de carga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um mundo a ser explorado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambos os projetos t&ecirc;m o dedo da IBM, que tamb&eacute;m aposta no crescimento desse mercado. No Brasil, a gigante de tecnologia est&aacute; conversando com v&aacute;rias cidades que ser&atilde;o sedes da Copa do Mundo de futebol de 2014 e que j&aacute; preveem a necessidade de infraestrutura de banda larga total e controles mais eficientes na administra&ccedil;&atilde;o com o fluxo de turistas e o desenvolvimento econ&ocirc;mico propiciados pelo evento. &#8220;Os problemas atuais das cidades n&atilde;o ser&atilde;o resolvidos sem tecnologia e os prefeitos come&ccedil;am a perceber isso&#8221;, aponta o diretor de cidades inteligentes na IBM, Pedro Almeida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, essa onda abre v&aacute;rias oportunidades para o mercado de tecnologia, que anda desconfiado quanto &agrave; estagna&ccedil;&atilde;o do segmento corporativo. &#8220;H&aacute; espa&ccedil;o para a venda de hardware, conex&atilde;o, softwares e servi&ccedil;os, exatamente como j&aacute; ocorreu anteriormente com as empresas&#8221;, diz. Para a IBM, a expectativa &eacute; de um novo boom comercial, embora n&atilde;o se saiba se o comportamento ser&aacute; id&ecirc;ntico &agrave; demanda no Bug do mil&ecirc;nio ou um pouco mais esparso, devido &agrave; falta de cultura no uso de tecnologias por gestores p&uacute;blicos e ao excesso de burocracia que costuma interferir nos neg&oacute;cios com governos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a velocidade das compras &eacute; desconhecida, por outro lado, h&aacute; certezas sobre as possibilidades de neg&oacute;cio. &#8220;S&atilde;o tecnologias j&aacute; conhecidas, que est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o e j&aacute; s&atilde;o testadas e aprovadas&#8221;, comenta o diretor de gest&atilde;o p&uacute;blica do CPqD, Renato Stucchi. Para ele, a cria&ccedil;&atilde;o de cidades inteligentes tende a ser em etapas e pode demorar de 8 a 12 anos, mas h&aacute; uma vantagem. &#8220;Como esse movimento est&aacute; ocorrendo agora, os munic&iacute;pios ser&atilde;o pressionados ao mesmo tempo por todas as ondas de tecnologia que j&aacute; foram passadas, como sistemas de gest&atilde;o, Internet, celulares e redes sociais&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o futuro &eacute; imprevis&iacute;vel. No come&ccedil;o, com infraestrutura de banda larga cabeada ou wireless, esses munic&iacute;pios podem mesmo serem enxergados como apenas administra&ccedil;&otilde;es digitais. &Agrave; medida que a integra&ccedil;&atilde;o aumenta, no entanto, a popula&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a participar dessa evolu&ccedil;&atilde;o e uma cidade digital come&ccedil;a a se formar. &#8220;A cria&ccedil;&atilde;o de novas aplica&ccedil;&otilde;es para fornecer servi&ccedil;os inovadores come&ccedil;a a mudar o perfil para cidades inteligentes e isso levar&aacute;, sem d&uacute;vida, &agrave;s cidades sustent&aacute;veis&#8221;, prev&ecirc; o diretor de desenvolvimento de novos neg&oacute;cios da Cisco, Rodrigo Uch&ocirc;a. Todo esse desenvolvimento baseado no uso de tecnologia e na esperan&ccedil;a que, al&eacute;m de cidades inteligentes, possamos contar com pol&iacute;ticos inteligentes tamb&eacute;m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Source: por&nbsp;Gilberto Pavoni J. | Especial para CRN Brasil <a href=\"http:\/\/www.resellerweb.com.br\/noticias\/index.asp?cod=68387\">http:\/\/www.resellerweb.com.br\/noticias\/index.asp?cod=68387<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos poucos, v&aacute;rios prefeitos est&atilde;o se interessando em usar a TI para melhorar a gest&atilde;o de munic&iacute;pios e a presta&ccedil;&atilde;o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3076,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-3341","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3341"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3341\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3950,"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3341\/revisions\/3950"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/uclg-digitalcities.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}